terça-feira, 29 de março de 2011

Pritzker nunca soou tão bem

Imagem: www.blueprintmagazine.co.uk/.../ Casa-das_r.JPG

Quando os desenhos que compõem os nossos pensamentos não passam de borrões desfocados e descoloridos, eis que há um português que vence o Nobel da Aquitectura: o prémio Pritzker. E que bem que sabe ouvir, ler, tomar conhecimento desta notícia.

O relógio marcava seis da tarde e eu estava parada no semáforo. A TSF "ouvia" Siza Vieira, que comentava o facto. Souto de Moura vencia o Nobel da Arquitectura e eu ganhei um ar fresco cá dentro. Uma espécie de fôlego da alma. Que bom!

Que bom é sentir que é real. Um português foi reconhecido, consagrado. Que bom, numa fase tão limitadora de espírito, saber que alguém do meu país chegou lá. Ao ponto em que o dom, o esforço e o trabalho são premiados: o maior galardão mundial da Arquitectura.

O resto do caminho, fi-lo de alma revigorada. Pelo menos por uns dias.

E Pritzker nunca soou tão bem :)

Um comentário:

  1. É verdade que bom é saber que felizmente se vai dando valor ao que é feito cá dentro... especialmente numa época em que se olha com descrédito para o povo português.

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